Investigação da infertilidade Florianópolis: a gestação não vem? O homem também precisa fazer parte da investigação

investigação da infertilidade florianópolis - Dra. Mila Cerqueira - especialista reprodução humana

Quando a gestação demora a acontecer, o olhar ainda costuma recair quase sempre sobre a mulher. Ela é quem, muitas vezes, inicia os exames, busca respostas, carrega a ansiedade do processo e recebe a maior parte das cobranças.

Mas a infertilidade é uma condição do casal. E o homem também precisa fazer parte da investigação.

Segundo referências médicas, o fator masculino pode estar presente em uma parcela importante dos casos de infertilidade, seja como causa isolada ou como fator associado. Por isso, avaliar apenas a mulher pode atrasar o diagnóstico e prolongar o tempo até a definição de uma conduta adequada.

O fator masculino pode estar presente em muitos casos

A dificuldade para engravidar pode ter origem feminina, masculina, mista ou permanecer sem causa aparente mesmo após investigação.

No caso dos homens, alterações relacionadas aos espermatozoides podem interferir nas chances de gravidez. Essas alterações podem envolver quantidade, movimentação, formato ou outros aspectos avaliados em exames específicos.

O ponto importante é que, na maioria das vezes, o homem não apresenta sintomas. A vida sexual pode estar normal, não haver dor, não haver alterações perceptíveis e, ainda assim, existir algum fator que precise ser investigado.

O espermograma costuma ser o primeiro exame

A investigação masculina geralmente começa com o espermograma. Esse exame avalia características do sêmen e dos espermatozoides, ajudando a identificar possíveis alterações que podem interferir na fertilidade.

Entre os pontos avaliados no espermograma estão:

  • volume do sêmen;
  • concentração de espermatozoides;
  • motilidade, ou seja, capacidade de movimentação;
  • morfologia, que avalia o formato dos espermatozoides;
  • vitalidade espermática, quando indicada;
  • outros parâmetros definidos pelo laboratório e pelo médico.

É um exame simples, rápido e indolor. A interpretação, porém, deve ser feita por um profissional habilitado, considerando o contexto do casal e, quando necessário, exames complementares.

Por que investigar o casal desde o início?

Investigar o casal de forma conjunta ajuda a evitar perda de tempo e direciona melhor o tratamento.

Quando apenas a mulher é avaliada, uma alteração masculina pode passar despercebida por meses ou até anos. Isso pode gerar frustração, ansiedade e atrasar decisões importantes.

Na reprodução assistida, olhar para os dois lados permite entender melhor o cenário e construir uma estratégia mais realista.

A investigação pode considerar:

  • idade da mulher;
  • reserva ovariana;
  • ovulação;
  • condição das trompas e do útero;
  • histórico ginecológico;
  • espermograma;
  • histórico de saúde do homem;
  • tempo de tentativa de gravidez;
  • exames complementares, quando necessários.

Quais fatores podem afetar a fertilidade masculina?

A fertilidade masculina pode ser influenciada por diferentes condições clínicas, hábitos de vida e fatores ambientais.

Entre as possíveis causas ou fatores associados estão:

  • varicocele;
  • alterações hormonais;
  • infecções anteriores;
  • uso de anabolizantes;
  • tabagismo;
  • consumo excessivo de álcool;
  • obesidade;
  • exposição a calor intenso ou toxinas;
  • tratamentos oncológicos prévios;
  • alterações genéticas;
  • redução na produção ou na qualidade dos espermatozoides.

Nem toda alteração no espermograma significa infertilidade definitiva. Em alguns casos, há fatores tratáveis. Em outros, a reprodução assistida pode oferecer possibilidades conforme a avaliação médica.

Quando procurar ajuda para investigar infertilidade?

De forma geral, recomenda-se procurar avaliação quando o casal tenta engravidar por 12 meses sem sucesso, mantendo relações sexuais regulares sem método contraceptivo.

Quando a mulher tem 35 anos ou mais, essa investigação costuma ser indicada após 6 meses de tentativas. Em alguns casos, como ciclos irregulares, endometriose, histórico de cirurgia, abortamentos de repetição ou suspeita de fator masculino, a avaliação pode ser feita antes.

O mais importante é não transformar a investigação em culpa. O objetivo é entender o que está acontecendo e quais caminhos podem fazer sentido.

Reprodução assistida em Florianópolis: cuidado para o casal

Se a gestação está demorando a acontecer, vocês não precisam passar por isso sozinhos.

Na Clinifert, em Florianópolis, a investigação da infertilidade considera o casal, respeitando a história, os exames, o tempo de tentativa e os objetivos de cada pessoa.

Em alguns casos, o caminho pode ser acompanhar. Em outros, pode ser tratar um fator identificado, ajustar hábitos, solicitar exames complementares ou considerar técnicas de reprodução assistida.

Não existe uma única resposta para todos os casais. Existe uma avaliação individualizada para definir a melhor estratégia possível.

Se vocês estão tentando engravidar e a gestação não vem, agende uma avaliação com a equipe Clinifert.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica. A investigação e a conduta devem ser definidas por profissionais habilitados, de acordo com cada caso.

Perguntas frequentes

O homem também pode ser causa de infertilidade?

Sim. O fator masculino pode ser causa isolada ou contribuir junto com fatores femininos em casos de dificuldade para engravidar.

Qual é o primeiro exame para investigar a fertilidade masculina?

O espermograma costuma ser o exame inicial. Ele avalia características do sêmen e dos espermatozoides, como quantidade, motilidade e morfologia.

O espermograma dói?

Não. O espermograma é um exame simples e indolor, realizado a partir da coleta de sêmen, seguindo as orientações do laboratório.

Se o homem não tem sintomas, ainda assim precisa investigar?

Sim. Alterações na fertilidade masculina podem acontecer sem sintomas, sem dor e sem alterações na vida sexual.

Quando o casal deve procurar uma clínica de reprodução assistida?

Em geral, após 12 meses de tentativas sem sucesso, ou após 6 meses quando a mulher tem 35 anos ou mais. A avaliação pode ser antecipada quando há fatores de risco.

Infertilidade masculina tem tratamento?

Em alguns casos, sim. A conduta depende da causa identificada, dos exames e do contexto do casal. Pode envolver tratamento clínico, mudanças de hábitos, procedimentos ou técnicas de reprodução assistida.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica.

Compartilhar este artigo: