Dificuldade para engravidar: quando procurar ajuda?

Um teste negativo após outro pode trazer frustração, ansiedade e culpa. Porém, a dificuldade para engravidar não é culpa de uma pessoa e merece uma avaliação do casal quando as tentativas se prolongam ou existem fatores de atenção.

Em geral, recomenda-se investigar após 12 meses de tentativas para mulheres com menos de 35 anos. A partir dos 35 anos, a avaliação costuma ser indicada após 6 meses. Em algumas situações, ela pode ser necessária antes. [ASRM](https://www.asrm.org/practice-guidance/practice-committee-documents/fertility-evaluation-of-infertile-women-a-committee-opinion-2021/)

Quando todo mês termina em um teste negativo

Todo mês, a expectativa pode recomeçar.

Você calcula o período fértil, observa os sinais do corpo e espera o atraso menstrual. Então, o teste negativo aparece e parece que tudo volta ao início.

Esse ciclo pode afetar o bem-estar emocional. Além disso, a repetição da espera e da decepção pode tornar as tentativas mais pesadas com o passar dos meses.

A frustração é real. Ela não é exagero.

Dificuldade para engravidar não é culpa

É comum surgirem perguntas como:

  • “Será que estou fazendo algo errado?”
  • “Será que o problema está em mim?”
  • “Será que nunca vamos conseguir?”

Porém, a dificuldade para engravidar pode envolver fatores femininos, masculinos ou uma combinação deles. Em alguns casos, os primeiros exames não identificam uma causa específica.

Por isso, a investigação não busca culpados. Ela ajuda a compreender o cenário e a definir os próximos passos com mais clareza.

Quando procurar avaliação para dificuldade para engravidar?

A avaliação costuma ser considerada:

  • Após 12 meses de tentativas sem contracepção, quando a mulher tem menos de 35 anos;
  • Após 6 meses de tentativas, a partir dos 35 anos;
  • Antes desse período, quando há ciclos menstruais irregulares, endometriose, histórico de cirurgias pélvicas, abortos prévios ou alterações conhecidas no espermograma;
  • De forma mais imediata, em situações que possam afetar a fertilidade, conforme avaliação médica.

Esses prazos são orientações gerais. Assim, idade, histórico de saúde, tempo de tentativas e contexto do casal precisam entrar na conversa.

O que acontece na avaliação do casal?

A avaliação começa com uma conversa detalhada. A ginecologista ouve a história do casal, os ciclos menstruais, os hábitos de vida, tratamentos prévios e as expectativas em relação à gestação.

Em seguida, podem ser solicitados exames conforme cada caso. Eles podem avaliar a ovulação, o útero, as trompas e o sêmen, quando houver parceiro com produção de espermatozoides.

Porém, buscar avaliação não significa iniciar um tratamento de reprodução assistida. Significa entender melhor a situação antes de decidir qualquer caminho.

Investigação pode trazer clareza

A reprodução assistida reúne técnicas que podem ajudar em alguns casos de dificuldade para engravidar. A indicação depende do diagnóstico, da história clínica e dos objetivos do casal.

Além disso, há situações em que ajustes no acompanhamento ou o tratamento de uma condição específica podem fazer parte do plano. Não existe uma resposta única para todos.

A Dra. Mila Cerqueira é ginecologista e atua com reprodução assistida em Florianópolis. A consulta oferece um espaço de escuta, investigação e orientação individualizada para quem deseja compreender melhor a dificuldade para engravidar.

Perguntas frequentes

1. Quando um casal deve procurar ajuda para engravidar?

Em geral, após 12 meses de tentativas para mulheres com menos de 35 anos e após 6 meses a partir dos 35 anos. Alguns históricos clínicos podem justificar uma avaliação antes.

2. Um teste negativo significa infertilidade?

Não. Um teste negativo isolado não confirma infertilidade. Porém, quando as tentativas se prolongam, a avaliação médica pode ajudar a entender se há fatores que merecem atenção.

3. A investigação da infertilidade avalia apenas a mulher?

Não. A dificuldade para engravidar pode envolver fatores femininos, masculinos, ambos ou não apresentar uma causa identificável inicialmente. Por isso, quando aplicável, a investigação considera o casal.

4. Procurar avaliação significa que será necessário fazer fertilização in vitro?

Não necessariamente. A avaliação busca compreender o cenário e discutir possibilidades. A indicação de qualquer tratamento depende do diagnóstico e da decisão individualizada.

5. Como fazer uma avaliação com a Dra. Mila Cerqueira?

Para agendar uma avaliação com a Dra. Mila Cerqueira, entre em contato. Em Florianópolis, a consulta permite conversar sobre o histórico do casal, as tentativas e os próximos passos possíveis.

Agende seu horário.

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