Check-up para engravidarCheck-up para engravidar | Dra. Mila Cerqueira

Se você pretende engravidar em 2020 ou nos próximos anos, o ideal é realizar os exames com antecedência, principalmente se já está tentando há meses sem sucesso. “Felizmente muitos problemas de infertilidade feminina e masculina têm tratamentos com os avanços da medicina”, ressalta Dra Mila Cerqueira, ginecologista e especialista em reprodução humana.

Muito importante a consulta pré-concepcional para avaliar histórico familiar do casal, doenças crônicas como diabetes, hipertensão, alterações hormonais, estilo de vida e hábitos maléficos como alcoolismo ou tabagismo, além da prescrição de vitaminas como ácido fólico, que auxilia no sistema nervoso do bebê. Na parte da mulher, por exemplo, a avaliação passa pelo endométrio, anatomia, função e reserva ovariana e tubas uterinas.

Atualmente as mulheres modernas deixam para tentar engravidar após os 30 anos, em função da carreira e das mudanças sociais. Importante lembrar que após os 35 anos podem iniciar as dificuldades para obter uma gestação. O congelamento de óvulos pode ser uma opção para as mulheres que querem postergar a gravidez e a programação e informação sobre este método deve fazer parte da rotina ginecológica.

“Há muitas doenças que podem interferir na fertilidade feminina, como miomas, endometriose, síndrome dos ovários policísticos, além das doenças sexualmente transmissíveis como sífilis e clamídia. O relógio biológico é fatídico. Nascemos com os 2 milhões de óvulos e na fase da menstruação caem entre 300 e 500 mil óvulos com prazo de validade!”

Segundo a Dra Mila, infelizmente, aquele ditado “a mulher de 40 anos é a nova de 30” não prega para na linha do tempo dos ovários “Chegamos com 40 anos com cerca de 3-5% dos óvulos”, diz Dra Mila.

EXAMES:

Exames devem ser sempre solicitados para as mulheres de 30 anos que estão tentando há mais de 1 ano e a partir dos 35 anos para pacientes que estão tentando há mais de 06 meses sem sucesso.

Exames Masculinos (além dos completos de sangue e alterações hormonais):

Por Dra Mila Cerqueira – Ginecologista – CRM/SC:15255 – RQE 7600

Alimentos para menopausa: o que comer para combater os sintomas da menopausaalimentos para a menopausa - Dra. Mila Cerqueira

Uma das principais queixas das mulheres que estão passando pelo climatério, período que antecede a menopausa (data da última menstruação), são os fogachos -fortes ondas de calor que chegam a deixar a pele vermelha e, em alguns casos, até atrapalham o sono. Certos alimentos devem ser evitados para não desencadear estes calorões. Por outro lado, alguns nutrientes são essenciais para este momento da vida, como o leite e os derivados, por conta do cálcio. Não tente, no entanto, controlar os sintomas apenas com alimentação e exercícios físicos. Apesar de não ser indicada para todas mulheres, a reposição hormonal, feita com acompanhamento médico, auxilia a passar por esta fase da vida com maior facilidade.

Soja:

O grão é conhecido por conter isoflavona, um fitoestrogênio que “imita” características do estrogênio –hormônio feminino que a mulher passa a produzir em menor quantidade quando entra no climatério. Os alimentos ricos em isoflavona diminuiriam as ondas de calor, embora tenham pequena atividade estrogênica e os resultados de estudos que analisaram os benefícios para o alívio dos sintomas da menopausa são heterogêneos e discordantes.

Framboesa e amora:

Essas frutas também contêm a isoflavona citada acima. Podem ser consumidas em forma de suco ou in natura. A vantagem da segunda forma é a maior quantidade de fibras, que contribuem para digestão.

Leite e derivados:

Cálcio é obrigatório nesta fase da vida. Depois dos 50 anos, quando a mulher para de produzir o estrogênio, ela começa a sofrer osteopenia –queda na densidade óssea, deixando seus ossos mais porosos e mais frágeis a queda. O cálcio deve ser reposto com leite e derivados (queijo e iogurte, por exemplo). No entanto, é importante a mulher suplementar vitamina D, que ajuda o corpo a absorver o cálcio ingerido. Fale com seu médico.

Couve:

Por conta do cálcio, os vegetais verdes-escuros também devem ser consumidos em abundância pela mulher que está nesta fase da vida. Além da couve, entram nessa categoria o agrião, chicória, espinafre e rúcula.

Alimentos que seriam melhor evitar:

Sal:

Por conta da falta de estrogênio, as mulheres, quando entram na menopausa, têm maior tendência a ter problemas cardíacos. Portanto, devem consumir com moderação tudo que se relacione hipertensão, como o sal e qualquer outro item que contenha sódio. A quantidade diária de sal recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de 5 gramas, cerca de 1 colher (chá) do condimento. Ou seja, é bem pouco, levando em conta que o sal está “escondido” em diversos alimentos que consumimos no dia a dia.

Carboidratos:

A mulher deve prestar muita atenção neste período para não ganhar peso. Acontece que, por conta das alterações hormonais, ela tem mais tendência a acumular gordura. Além disso, esta é uma fase da vida em que as pessoas tendem a ingerir mais alimentos e a fazer menos exercícios físicos. E carboidratos simples, como o arroz branco e alimentos com açúcar refinado ou farinha branca, contribuem para o ganho de peso e acúmulo de gordura. Opte pelos cereais integrais.

Doces:

Como esta é uma fase em que a mulher pode passar por altos e baixos emocionais, por conta de todas as mudanças que a menopausa promove no organismo, é comum que ela queira recorrer aos doces como uma “bengala emocional”, em alguns momentos. É preciso atentar para isso para evitar o aumento de peso e, consequentemente, o aparecimento de outras doenças decorrentes da obesidade.

Café:

Estudo da conceituada Mayo Clinic, nos Estados Unidos, mostrou como a cafeína agrava os calorões. A pesquisa analisou 2.507 mulheres em dez anos e chegou a conclusão de que o uso de cafeína é associado a maiores fogachos em mulheres que estão no período pós-menopausa. Por ser estimulante, a bebida também prejudica o sono.

Bebidas alcoólicas:

Também servem de gatilho para os calorões. Quando consumimos algo alcoólico, o fluxo sanguíneo aumenta por conta da vasodilatação que o corpo sofre quando o álcool circula pelas veias. Apesar desse efeito ser rápido, é o suficiente para aquecer o corpo e desencadear uma onda de calor, além de serem altamente calóricas.

Fonte Site Viva Bem

Acupuntura e a saúde da mulherAcupuntura e a saúde da mulher | Dra. Mila Cerqueira

Ultimamente, muitas mulheres procuram atendimento de acupuntura para tratar transtornos de ansiedade, dor e a busca de um equilíbrio pelo desgaste do dia a dia. Trabalhar e ainda cuidar da família leva a um esgotamento físico e mental e a acupuntura é uma especialidade médica que ajuda muito no tratamento destes casos.

Durante a anamnese, realizada durante a primeira consulta, muitas questões ginecológicas são abordadas e assim as mulheres acabam descobrindo que a acupuntura pode ser uma forma de tratamento conjunta com a ginecologia e a obstetrícia.

Durante a adolescência, quando as mulheres se encontram em plena transformação do organismo pelo amadurecimento e desenvolvimento hormonal, a acupuntura pode auxiliar nos fluxos menstruais irregulares. Ela se torna também uma grande aliada no tratamento das cólicas menstruais, aliviando com muita importância estes sintomas. Outro benefício que pode trazer é no caso de mastalgia cíclica, as conhecidas dores mamárias, com sensação de peso, desconforto e pontadas nos seios. Principalmente nos dias que antecedem o ciclo menstrual feminino e durante as menstruações.

Cada vez mais mulheres com histórico clínico e ou familiar de trombose venosa profunda ou qualquer outra patologia que possa contraindicar o tratamento hormonal no climatério vêm buscando tratamento pela acupuntura para diminuir todas as sintomatologias da menopausa, já que auxilia de forma bem significativa nos fogachos (os calores da menopausa), no ressecamento vaginal, no desconforto sexual e ainda nas questões emocionais e na insônia que afligem as mulheres na fase do climatério.

Outra fase importante na vida das mulheres é a reprodutiva. Durante a gestação, a acupuntura vem sendo empregada de forma terapêutica e eficaz com maior frequência. Durante o primeiro trimestre da gravidez, quando aparecem as náuseas e vômitos tão característicos em algumas gestantes, a acupuntura beneficia com melhora importante desses sintomas, até mesmo diminuindo a quantidade de medicações antieméticas usadas pelos obstetras. A dor lombar, que acompanha muitas gestantes durante todo o pré-natal e que se intensifica no terceiro trimestre de gestação também tem um alívio muito grande com a aplicação de técnicas.

Devemos lembrar que não existe contraindicação para o tratamento por acupuntura durante a gravidez, desde que a paciente seja bem avaliada pelo médico acupunturista e esteja em comum acordo com o obstetra responsável pela paciente.

Estudos recentes mostraram o sucesso do uso da acupuntura como tratamento auxiliar nos casos de infertilidade feminina, elevando o número de gestações saudáveis até mesmo nas situações de fertilização assistida. Existem inclusive clínicas de fertilização na Itália nas quais a acupuntura faz parte do protocolo de fertilização in vitro (FIV). Além de todas essas aplicações descritas acima, pela sua eficácia rápida em muitas patologias ginecológicas, como as cólicas menstruais e as cefaleias menstruais, a acupuntura vem a cada dia se tornando alvo de encaminhamento de ginecologistas para tratamento conjunto. Um sucesso desta ciência tão longínqua que vem sendo demonstrada por pesquisas e estudos científicos atuais.

Texto publicado originalmente no site