Reprodução Assistida para Casais Homoafetivosgravidez homoafetivos - Dra Mila Cerqueira - Ginecologista Fllorianópolis

Cada vez mais cresce o número de casais homoafetivos que têm procurado as clínicas de reprodução assistida em busca de informações e tratamentos para ter filhos biológicos, caracterizando um grande avanço na sociedade moderna.

Tratamentos Realizados

Os casais de mulheres podem recorrer a inseminação artificial ou fertilização in vitro (de acordo com cada caso especificamente). O procedimento consiste em inseminar o óvulo de uma delas, utilizando o espermatozoide de um doador desconhecido (obtido através de um banco de sêmen).

O óvulo e gestação são da mesma mulher, ou então há a possibilidade de uma gestação compartilhada, quando é realizada a técnica de fertilização in vitro, em que uma tem o óvulo coletado e fecundado (por espermatozoide de doador desconhecido) e depois esse embrião é implantado no útero da outra, assim as duas terão participação da gestação.

Importante ressaltar que a saúde e idade da mulher são fatores determinantes para a melhor escolha de quem será a mãe biológica e quem levará a gestação.

Os casais de homens contam com a técnica de fertilização in vitro. Neste caso o processo é mais complexo porque envolve mais pessoas, sendo necessário o óvulo de uma doadora anônima e uma mulher (barriga solidária) que possa gestar o bebê. Neste procedimento o espermatozoide de um dos dois é utilizado na fertilização e o embrião será implantado no útero de uma mulher da família com parentesco até quarto grau.

 

Normas legalizadas

O Conselho Federal de Medicina regulamentou as técnicas de reprodução assistida, permitindo que casais do mesmo sexo tenham acesso aos avanços da medicina reprodutiva para ter filhos. Ou seja, qualquer brasileiro, independente do estado civil ou da orientação sexual, tem o direito de ser pai ou mãe.

A norma reforça que a doação de óvulos e espermatozoides não pode ter caráter lucrativo ou comercial e os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa.

Portanto, os casais formados por pessoas do mesmo sexo podem procurar as clínicas de fertilização para concretizarem o sonho de terem filhos.

Conteúdo publicado originalmente na Revista Saúde.

Por Dra Mila Cerqueira – Ginecologista – CRM/SC:15255 – RQE 7600

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Entre sonhos, carreira profissional, viagens, estabilidade financeira e maior acesso a métodos contraceptivos, a maternidade ocupa hoje uma das últimas posições no check-list da mulher moderna. Mas, será que essa independência pode interferir no desejo de ser mãe?

SIM. A Dra. Kazue Ribeiro, explica que, a natureza não é generosa com as mulheres quando o assunto é fertilidade. Com o passar dos anos, inevitavelmente, os efeitos do tempo são sentidos e mulheres e homens funcionam de forma diferente. A mulher nasce com aproximadamente dois milhões de óvulos.

Na puberdade, esse número cai para 300 mil óvulos e, diferentemente dos homens que produzem os espermatozoides continuamente, as mulheres não produzem novos óvulos ao longo da vida. À medida que envelhecem, a partir dos 35 anos, além de reduzir a reserva ovariana, a qualidade dos óvulos também vai ficando comprometida e perdendo a capacidade de formar embriões geneticamente saudáveis.

E o homem nessa história?

Os dados atualizados mostram que 15% a 18% dos casais, do mundo, possuem problemas de infertilidade e não conseguem engravidar sem ajuda médica. De acordo com a Dra. Kazue, o homem também tem peso significativo nos casos de dificuldade de gravidez.

Cerca de 35% das causas de infertilidade são femininas, 35% masculinas, 20% causas mistas e em 10 % dos casos, as investigações não chegam a conclusões definitivas, são as chamadas infertilidades sem causa aparente.

Opções de tratamentos:

Falhando em engravidar, o casal deve consultar um especialista para investigar as causas e opções de tratamentos. São eles:

Congelamento de óvulos é uma alternativa?

Quando a mulher chega na faixa etária de 30 a 35 anos e tem planos de ser mãe no futuro, mas não em curto prazo, o congelamento de óvulos é aconselhável. O congelamento de óvulos deve ser encarado como uma segurança a mais, porém não como garantia absoluta de gravidez.

“Importante ressaltar que o congelamento de óvulos não pode ser motivo para postergar a maternidade. Nós congelamos óvulos, não gravidez”– explica a médica Dra. Kazue.

A mulher nasce com aproximadamente dois milhões de óvulos. Na puberdade, esse número cai para 300 mil óvulos e, diferentemente dos homens que produzem os espermatozoides continuamente, as mulheres não produzem novos óvulos ao longo da vida.

Conteúdo publicado originalmente na Revista Saúde.

Por Dra Mila Cerqueira – Ginecologista – CRM/SC:15255 – RQE 7600

Endometriose e a FertilidadeA endometriose e fertilidade | Dra. Mila Cerqueira

Endometriose é uma doença que acomete 10% a 15% das mulheres na idade reprodutiva e é a maior causa de infertilidade feminina. A endometriose é responsável por uma péssima qualidade de vida e pode manifestar-se, além da cólica menstrual que vai se agravando com o passar dos anos, através de dor pélvica, dor na relação sexual, alterações urinárias ou dor ao evacuar, no período menstrual, e dificuldade para engravidar. Considerada como doença da mulher moderna, a causa da endometriose ainda é desconhecida. Alguns estudos apontam um fator hereditário e imunológico.

DIFICULDADE DE DIAGNÓSTICO

Uma boa parcela das mulheres ainda demora muito tempo para ter a doença diagnosticada, o que pode ser fatal à evolução do problema. É importante ficar atento às queixas de adolescentes com cólicas incapacitantes, isto é, dor intensa que as impeça de exercer atividades normais, porque podem estar relacionadas à doença. O diagnóstico deve ser feito por uma boa avaliação clínica e ginecológica e também pela combinação de exames de sangue como a dosagem do marcador Ca 125, ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, ressonância magnética e videolaparoscopia.

REPERCUSSÕES SOBRE A FERTILIDADE

A endometriose apresenta diversos estágios, e quanto mais avançada, maiores são as dificuldades para engravidar. Entretanto, acredita-se que, mesmo nos estágios iniciais, possa existir dificuldade para engravidar, possivelmente pela produção de substâncias inflamatórias que atuam na fertilização e implantação do embrião. Na endometriose avançada, existem aderências, acometimento das trompas, ovários e outros órgãos, como bexiga e intestino, ocasionando, sem dúvida, a diminuição expressiva da fertilidade.

TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE

Embora não exista cura para a endometriose, há várias opções de tratamentos, capazes de amenizar os sintomas e o problema da dor ou solucionar a infertilidade. O tratamento deve ser individualizado para cada caso, dependendo da idade da mulher, dos sintomas, extensão da doença e dos planos reprodutivos. O tratamento varia desde medicações hormonais, cirurgia e procedimentos de alta complexidade, como a fertilização in vitro.

Por Dra Mila Cerqueira – Ginecologista – CRM/SC:15255 – RQE 7600